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sábado, 28 de abril de 2012

WWF Espanha pede audiência à Casa Real pelo caso da caça ao elefante no Botswana. O lamentável servilismo de uma organização conservacionista.


Depois de o Presidente Honorífico de WWF Espanha ter sido flagrado a caçar elefantes no Botswana, factos que provocaram o rechaço maciço da opinião pública, a WWF Espanha não teve mais hipótese que ceder à pressão social e, através do seu Secretário-Geral, Sr. Juan Carlos del Olmo, enviar uma carta à Casa Real Espanhola a solicitar uma audiência. Nesta reunião pretende-se “darle traslado (ao Rei) de las firmas recibidas, analizar la situación y ofrecer una respuesta a las miles de personas que se están dirigiendo a WWF dentro y fuera de nuestro país”.

Cá na Toca achamos, antes de mais, uma enorme hipocrisia este rasgar público de vestes por parte da WWF Espanha, quando era de todos conhecido que o tocaio do Secretário-Geral da WWF Espanha e Monarca do Reino se dedicava há muitos anos à prática cinegética, atividade que decorria uma que outra vez em estranhas circunstâncias. Ficamos absolutamente perplexos por esse tom asséptico e distante, impróprio de um alto cargo da WWF a tratar de um assunto tão grave como este —analisar a situação, blá-blá-blá... oferecer uma resposta, blá-blá-blá... desafortunado acontecimento—. Chegamos ao cúmulo dos cúmulos no comentário feito pelo Secretário-Geral na carta encaminhada a tão ilustre caçador —enorme rechaço entre os nossos sócios e na opinião pública em geral contrária à caça aos elefantes, mesmo quando ela se realiza de forma legal e regulada—. Qual quê, Sr. del Olmo?: O senhor é conservacionista ou é advogado da Casa Real Espanhola? Desde quando os conservacionistas só condenam aquelas ações que são ilegais? Estará acaso a dizer que a WWF não vai denunciar situações ou comportamentos atentatórios ao ambiente desde que sejam legais no território em que se produzam? Será que nunca aconteceu um país vir a legalizar por interesses espúrios atos que são lesivos para a preservação das espécies e do meio? Ninguém, tão só  o Secretário-Geral da WWF Espanha, se admira com esta rejeição social.

Estamos a falar de factos documentados que o próprio monarca admitiu: que mais se necessitará para expulsar este indivíduo da organização? A consideração da pessoa do Rei como inviolável segundo o art. 56 da Constituição Espanhola, não pode ser causa de que a WWF fique na mais desesperante inação quando ele, para seu divertimento, decida fuzilar qualquer espécie ameaçada que lhe apareça pela frente. E digo “fuzilar” porque duvido que um homem da idade de D. Juan Carlos e com a predisposição que parece ter para sofrer acidentes (às hemerotecas me remeto), esteja em condições de rastejar, acossar ou abater por seus próprios meios e sem ajuda um animal mais rápido ou bravio do que uma tartaruga.

Estas caçadas, concordarão comigo, não são por sobrevivência ou para a obtenção de alimento, não têm a ver com a concorrência pelos recursos e nem sequer oferecem a contrapartida de se colocar o caçador em risco de ser atacado pelo animal (ao vencermos sem perigo, triunfamos sem glória): são um puro e simples apertar gatilho. O que o Rei D. Juan Carlos I fez no Botswana, abatendo esse elefante, foi deleitar-se na morte injustificada de um animal em clara situação de desvantagem. Não é senão a velha e anacrónica mentalidade de “dominar as bestas” manifestada, neste caso, de maneira mais elitista e “glamorosa” que outras tradicionais atividades cinegéticas como, por exemplo, “apedrejar gatos”. Acontece que, segundo se recolhe na CITES, o status do elefante-africano não é motivo de celebração (antes ao contrário): o Secretário-Geral da WWF Espanha não pode ignorar isto.

Devo admiitir, contudo, a extraordinária habilidade que o Sr. del Olmo tem para constatar factos que já todos conhecemos pela imprensa e pelas redes sociais sem dizer nada de utilidade e, o que é pior, dando uma péssima imagem da organização que representa —Pois é, infelizmente é mesmo assim—. Teria sido melhor ficar calado. Visto que o Sr. del Olmo não parece ter sangue na guelra, tomara que ao menos tenha vergonha e se dimita (não faz qualquer sentido prolongar esta situação). Esclareça, no entanto, antes disso —pedimos ao ainda Secretário-Geral— se a WWF Espanha concorda com o facto de em determinados países (como o Botswana) ser permitido comerciar com elefantes e caçá-los, pois alguém bem poderia tirar esta conclusão da informação contida no item “Más información” da postagem de 16 de abril na  Web da WWF Espanha.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Grifos ao vivo no rio Tejo

Hoje de manhã cedo falei com o careca e comentei-lhe que ia postar novamente no blogue depois de tanto tempo de silêncio. O Kiko disse-me que esperasse um bocadinho porque ía configurar a conexão wifi cá na Toca porque tinha detetado alguma incidência; qual não foi a minha surpresa quando verifiquei que tudo tinha sido um estratagema para ele publicar antes no blogue.

Eu não tenho problema com isso, estou já habituado; desde que o conheço têm sido essas as maneiras desta besta quadrada. Não consegui, confesso, dar-lhe uma mínima civilidade... E o que é pior: às refeições é a mesma coisa.


Pronto! Coloco esta ligação para ver, via câmara web, um ninho de abutres grifos ao vivo na ribeira do rio Tejo. É só clicarem na imagem.

Ano do morcego 2011-2012

Até que enfim.
Depois de tanto tempo de silêncio postamos aqui alguma informação na linha do que costumávamos fazer antes de tão prolongada pausa.

Eis uma ligação relativa a este nosso parente da classe mammalia que pode voar.

Clique na imagem ao lado.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Aquecedor de água ecológico inventado no Brasil

Um reformado brasileiro , o senhor José Alano, morador da cidade de Tubarão em Santa Catarina, criou um sistema de aquecimento de água reciclando materiais descartáveis e que funciona com energia solar. Este é um sistema autónomo e de baixo custo que, aliás, foi patenteado para evitar que algum “espertalhão” pudesse comercializá-lo, pois a intenção do inventor é claramente social.
O sistema de funcionamento é simples: o coletor solar fica abaixo do depósito da água de maneira a criar o desnível necessário para garantir a circulação da água no coletor pela diferença de densidade entre a água quente e a fria.

Leia tudo na ligação e divulgue.

terça-feira, 15 de junho de 2010

British Petroleum não estará a fazer o suficiente para travar o derrame

Afirmou a guarda costeira norte-americana.
(...)
A guarda costeira norte-americana deu, sexta-feira, 48 horas para a companhia britânica organizar melhor as operações de limpeza, alegando que o gigante petrolífero não estava a fazer o suficiente para travar o derrame de petróleo.
Numa carta dirigida ao director de exploração da BP, Doug Suttles, a guarda costeira norte-americana referiu que os planos da petrolífera não estavam a permitir "uma máxima mobilização dos recursos" para a recuperação do crude.
A petrolífera anunciou, hoje, segunda-feira, já ter gasto cerca de 1,3 mil milhões de euros com a maré negra provocada pela explosão de uma plataforma no Golfo do México.
Este montante inclui todas as despesas efectuadas pelo grupo, desde verbas para as operações de limpeza, as ajudas aos Estados da região, as indemnizações já pagas e quantia entregue às autoridades federais, explicou a empresa.
O valor engloba igualmente uma primeira tranche de 49,2 milhões de euros para a construção de várias ilhas artificiais ao largo do Luisiana para proteger o ecossistema local.
A BP comprometeu-se a desembolsar 360 milhões de dólares (295 milhões de euros) para este projecto.
O grupo reafirmou que ainda é cedo para estimar qual será o custo final desta catástrofe.


Leia tudo no Jornal de Notícias.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A pouca-vergonha do Japão

Japão propõe trocar “caça científica" de baleias por quota comercial
A Agência de Pesca Japonesa informou que vai apresentar este compromisso na próxima reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI).
No ano passado, na reunião da CBI em Portugal, o Japão ofereceu a redução do programa de pesca no Antárctico, mas pediu autorização para caçar 150 pequenas baleias de
Minke ao longo da sua costa.